Como fizemos um e-commerce de joias crescer 56% em 5 meses
Neste case de e-commerce, mostramos como uma joalheria cresceu 56% em cinco meses sem sacrificar a margem para vender mais.

Quando esse cliente chegou até a Linqer, o e-commerce já vendia, investia em mídia paga e recebia visitas todos os dias.
O problema não era falta de tráfego.
O problema era a falta de clareza sobre o que realmente estava funcionando.
Os dados estavam desorganizados, o rastreamento apresentava falhas e as métricas das plataformas não permitiam uma leitura confiável do funil.
Na prática, a operação enfrentava três gargalos principais:
- Rastreamento mal configurado
- Métricas distorcidas
- Decisões tomadas sem embasamento suficiente
Nesse cenário, aumentar o orçamento dos anúncios poderia ampliar o faturamento, mas também poderia aumentar o desperdício e comprometer a margem.
Por isso, o primeiro passo não foi criar mais campanhas.
Foi organizar a base.
O cenário antes do trabalho da Linqer
O cliente possuía campanhas ativas no Meta Ads, produtos com potencial comercial e uma operação já validada.
Mesmo assim, existiam dificuldades para responder perguntas importantes:
- Quais campanhas realmente geravam vendas
- Quanto custava adquirir um novo cliente
- Quais produtos atraíam visitantes qualificados
- Em qual etapa do funil os consumidores desistiam
- Quanto poderia ser investido sem comprometer a rentabilidade
- Quais canais participavam da jornada de compra
As plataformas apresentavam números diferentes e não existia uma visão consolidada do desempenho.
É normal que Meta Ads, Google Analytics e a plataforma do e-commerce apresentem diferenças. Cada ferramenta utiliza critérios próprios de atribuição.
O problema acontece quando essas divergências impedem a empresa de entender o que está gerando resultado.
Sem dados confiáveis, qualquer tentativa de escala se transforma em uma aposta.
O primeiro passo foi corrigir o tracking
Antes de aumentar o investimento, revisamos toda a estrutura de rastreamento da operação.
Revisamos os principais eventos do funil
Analisamos o registro dos eventos mais importantes da jornada de compra:
- Visualização de páginas
- Visualização de produtos
- Adição ao carrinho
- Início de checkout
- Compras realizadas
- Valor dos pedidos
- Origem e mídia das visitas
- Parâmetros das campanhas
O objetivo era garantir que as plataformas recebessem informações corretas e que fosse possível comparar os dados dos anúncios com os pedidos registrados no e-commerce.
Organizamos a leitura das plataformas
O objetivo não era fazer todas as ferramentas apresentarem exatamente o mesmo faturamento.
Isso dificilmente acontece devido às diferenças de atribuição.
O objetivo era compreender essas diferenças e construir uma leitura coerente do funil.
Depois da correção do tracking, passamos a entender com mais clareza:
- Quais campanhas contribuíam para as vendas
- Quais produtos apresentavam maior potencial
- Quanto custava levar uma pessoa até o site
- Onde existiam perdas no processo de compra
- Quanto a operação poderia investir sem destruir a margem
Com os dados certos na mão, o jogo começou a virar.
O tráfego pago passou a ser tratado como parte do negócio
Depois de corrigir a mensuração, deixamos de analisar o tráfego pago apenas por cliques, compras atribuídas e ROAS dentro das plataformas.
As campanhas passaram a ser avaliadas dentro da realidade financeira e operacional do e-commerce.
Isso significa que as decisões começaram a considerar:
- Ticket médio
- Custo de aquisição
- Taxa de conversão
- Margem de contribuição
- Disponibilidade de estoque
- Rentabilidade por produto
- Custo por sessão
- Aprovação dos pagamentos
O tráfego pago se tornou protagonista, mas não trabalhou sozinho.
A mídia levava o consumidor até o site. O produto, a oferta, o estoque e a experiência de compra determinavam se aquela visita se transformaria em receita.
O que fizemos para mudar o resultado
1. Estruturamos metas e projeções por canal
Meta Ads e Google Ads não exercem exatamente a mesma função na jornada de compra.
O Meta Ads pode gerar descoberta, desejo, consideração e recuperação de usuários que já interagiram com a marca.
O Google Ads pode capturar pessoas que já pesquisam por produtos, categorias ou pela própria empresa.
Por isso, cada canal passou a ser analisado de acordo com seu papel na aquisição.
As projeções consideravam:
- Investimento disponível
- Volume esperado de sessões
- Custo por sessão
- Taxa de conversão
- Ticket médio
- Receita projetada
- Custo de aquisição
- Margem da operação
O orçamento deixou de ser aumentado apenas porque uma campanha havia apresentado alguns dias positivos.
Cada decisão passou a considerar a capacidade da operação de absorver mais tráfego mantendo a rentabilidade.
2. Ajustamos os criativos para cada etapa da jornada
Um consumidor que ainda não conhece a marca não deve receber a mesma mensagem apresentada para alguém que já visualizou produtos ou iniciou uma compra.
Por isso, os criativos foram organizados de acordo com o nível de consciência do público.
Criativos para descoberta
Na etapa inicial, os anúncios apresentavam os produtos, o estilo da marca e os principais diferenciais.
O objetivo era despertar interesse e fazer com que novas pessoas conhecessem o e-commerce.
Criativos para consideração
No meio do funil, os anúncios passaram a trabalhar argumentos capazes de reduzir dúvidas e aumentar a confiança.
A comunicação explorava:
- Detalhes dos produtos
- Possibilidades de combinação
- Ocasiões de uso
- Prova social
- Segurança da compra
- Condições comerciais
- Diferenciais da marca
Criativos para conversão
Para consumidores mais próximos da compra, os anúncios reforçavam os argumentos necessários para concluir o pedido.
A comunicação destacava produtos visualizados, condições de pagamento, benefícios comerciais e motivos para finalizar a compra.
3. Redesenhamos a estrutura de campanhas no Meta Ads
Uma conta muito fragmentada divide o orçamento e reduz o volume de dados disponível em cada campanha.
Quando existem muitos conjuntos, públicos e anúncios com poucas conversões, o algoritmo encontra mais dificuldade para identificar os usuários com maior probabilidade de comprar.
Por isso, reorganizamos a estrutura do Meta Ads para:
- Reduzir divisões desnecessárias
- Concentrar orçamento e dados
- Facilitar a análise dos resultados
- Separar campanhas por função estratégica
- Evitar testes sem hipótese definida
- Melhorar a capacidade de otimização
A consolidação não significou perder controle.
Significou eliminar estruturas que consumiam orçamento sem gerar aprendizado relevante.
As decisões deixaram de ser baseadas em achismo
Quando o desempenho mudava, não alterávamos imediatamente campanhas, públicos e criativos.
Primeiro, investigávamos a causa da variação.
Uma queda nas vendas poderia estar relacionada a:
- Aumento do custo por sessão
- Redução da taxa de conversão
- Queda do ticket médio
- Falta de estoque
- Menor aprovação de pagamentos
- Alteração na oferta
- Problemas técnicos no site
- Redução da procura por determinada categoria
Sem essa análise, seria fácil responsabilizar a mídia por qualquer mudança no faturamento.
Com os dados organizados, passamos a separar os sintomas das causas reais.
Isso reduziu alterações desnecessárias e permitiu direcionar os esforços para os pontos com maior potencial de impacto.
Como trabalhamos o aumento do ticket médio
O ticket médio saiu de aproximadamente R$ 460 para R$ 560 durante o período analisado.
Esse crescimento contribuiu diretamente para o aumento do faturamento.
Quando cada pedido gera mais receita, o e-commerce consegue ampliar sua capacidade de absorver os custos de aquisição.
Em uma operação de joias, o ticket médio pode ser trabalhado por meio de:
- Combinações de peças
- Kits de produtos
- Recomendações complementares
- Benefícios por faixa de compra
- Frete grátis acima de um valor estratégico
- Destaque para produtos de maior valor percebido
- Campanhas voltadas para categorias específicas
Porém, aumentar o ticket não significa oferecer descontos excessivos.
Uma promoção pode elevar o valor bruto do pedido e, ao mesmo tempo, reduzir a margem da operação.
Por isso, acompanhamos o ticket médio em conjunto com a taxa de conversão, o custo de aquisição e a margem de contribuição.
Por que o ROAS não foi analisado sozinho
Durante o período, o e-commerce alcançou ROAS acima de 8 em momentos relevantes da estratégia.
Mesmo assim, o ROAS não foi utilizado como único indicador de sucesso.
A métrica mostra a relação entre a receita atribuída e o investimento em mídia, mas não considera sozinha:
- Custo dos produtos
- Impostos
- Taxas de pagamento
- Frete subsidiado
- Descontos
- Custos variáveis
- Margem de cada categoria
Uma campanha pode apresentar um ROAS alto e ainda gerar uma margem abaixo do necessário.
Por isso, também acompanhamos:
- CAC
- Ticket médio
- Taxa de conversão
- Custo por sessão
- Margem de contribuição
- Rentabilidade por produto
- Disponibilidade de estoque
O objetivo não era apenas gerar mais receita dentro das plataformas.
Era garantir que o crescimento continuasse saudável para o negócio.
Os resultados alcançados em 5 meses
Depois de corrigir o tracking, reorganizar a estratégia e conectar a mídia com os dados da operação, o e-commerce apresentou os seguintes resultados:
- Crescimento de 56% no faturamento
- Ticket médio saindo de aproximadamente R$ 460 para R$ 560
- Redução do custo por sessão
- ROAS acima de 8 em períodos relevantes
- Aumento do volume de visitas com eficiência
- Escala com rentabilidade
- Manutenção de uma margem saudável
O principal resultado não foi apenas vender mais.
A operação conseguiu crescer sem depender de descontos agressivos e sem sacrificar a margem para aumentar o faturamento.
O que este case de e-commerce ensina
O crescimento de 56% não aconteceu por causa de uma única campanha, público ou criativo.
O resultado foi construído por uma sequência de decisões:
- Corrigimos o tracking
- Organizamos a leitura do funil
- Definimos metas por canal
- Ajustamos os criativos para cada etapa da jornada
- Redesenhamos a estrutura das campanhas
- Trabalhamos o crescimento do ticket médio
- Acompanhamos margem, CAC e conversão
- Aumentamos o investimento de forma controlada
Escalar um e-commerce não significa apenas aumentar o orçamento dos anúncios.
Escalar significa entender onde investir, quanto investir e quais problemas precisam ser resolvidos antes de ampliar o tráfego.
Conclusão
Este case mostra que o crescimento sustentável começa pela organização dos dados.
Primeiro, corrigimos o tracking e passamos a enxergar o funil com mais clareza.
Depois, estruturamos metas, ajustamos os criativos, reorganizamos as campanhas e conectamos o investimento em mídia com o ticket médio e a margem da operação.
O resultado foi um crescimento de 56% no faturamento em cinco meses, com aumento do ticket médio e manutenção da rentabilidade.
Na Linqer, performance para e-commerce não se resume a gerenciar anúncios. O trabalho conecta mídia, dados, produtos, estoque, conversão e margem para construir um crescimento mais previsível.

Escrito por
Guilherme Santos
Fundador da Linqer, agência de performance para e-commerce."
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